Será que chega as oito?
Pode ser, ou será que é as nove?
Aí, eu não lembro que horas ela chegou da última vez.
Mas deixa de ser bobo, vai lá nas informações e pergunta.
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Que ansiedade, depois de um mês finalmente vou poder revê-la.
Esse tempo que parece não passar, ainda faltam quinze minutos para as oito.
Estou explodindo de felicidade, nada tão bom como reencontrar quem a gente ama.
Vou acender um cigarro, quem sabe me acalmo.
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Vou lá sim, vou agora. - Hei, com licença, que horas chega o ônibus que vem de Porto Alegre?
Droga, ainda estou na mesma, chega um as oito e outro as nove, isso não me ajuda em nada.
O que faço, o que faço? Tenta se acalmar, não precisa tanta ansiedade.
- Amigo, você me consegue um cigarro?
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- Aqui.
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- Muito obrigado
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Um mês, parece tão pouco para a maioria das pessoas, mas pra mim não, cada dia longe parece dez anos.
Mas agora ta na hora, ta chegando o ônibus. Ali vem ele, box vinte e um, vou lá.
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- Muito obrigado.
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Chegou o das oito, será que ela vem nesse?
Vou correndo lá ver, vai encostar no vinte e um, isso, ta chegando no vinte e um.
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- Oi meu amor, que ansiedade, não via a hora desse ônibus chegar, não agüentava mais a saudade.
- Mas pelo menos agora vamos poder ficar um bom tempo juntos. Quinze dias, pena que depois volta tudo a ser como agora, mas não vou pensar nisso.
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Não foi nesse, ela deve chegar no das nove. Que angustia, mais uma hora esperando. Não queria nunca mais precisar esperar por ela, queria poder estar sempre junto.
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- Ta vendo esse cara ali amor? Pois é, faz três anos que ele vem todo dia aqui na rodoviária esperar a namorada dele. Dizem que ele está louco, que a paixão dele morava em Porto Alegre e sempre vinha visitar, mas um dia ela não veio, sumiu e nunca mais deu notícias, e desde aquele dia ele vem aqui e fica esperando ela chegar.